terça-feira, 16 de março de 2010

(Um) Diário de Maria II

21 De Outubro de 1599
Minha intuição,
Hoje, mais uma vez, senti-me orgulhosa do meu pai. Escrevo para que este momento não fique apenas registado nas minhas memórias, mas também em papel como ficam todos os grandes actos.
O meu pai hoje mostrou ser um grande português pois defendeu a pátria. Ao incendiar a nossa casa, senti que ele era o meu herói e, um dia, desejo ser como ele. Apesar das lágrimas deixadas cair pela minha mãe, o meu pai não se desencorajou e fez aquilo que, na minha opinião, tinha que ser feito.
Vou agora dormir, pela primeira vez, no meu novo quarto, pois este foi um dia muito cansativo.

P.S. A minha mãe e o Telmo andam mesmo estranhos, nem ouviram o meu pai e os seus homens a chegarem.


29 De Outubro de 1599
Minha intuição,
Esta foi uma semana difícil. A adaptação a esta nova casa, a estes novos ares, a estes novos sentimentos, está a ser mais complicada do que previa, principalmente para a minha mãe. Ela tem estado estranha desde que passamos por aquela sala de retratos, aonde nunca mais quis voltar. Desde esse momento, ela passa os dias no quarto a chorar, um facto que tenta esconder de mim. Mas eu bem sei que aquele quadro desperta nela horrores. E em mim? Em mim, desperta curiosidade.

2 De Novembro de 1599
Minha intuição,
Ultimamente tenho sonhado mais do que o costume. Não sei bem explicar os meus sonhos, porque nada é nítido. Vejo personagens estranhas, quadros misteriosos e desastres que tendem a destruir a minha família. Os sentimentos são tão fortes que acordo a gritar, suada e com a boca ensanguentada. Está tudo tão confuso… Até o meu pai parece estar diferente, diferente… diferente porquê? O que se estará a passar?
11º E
Ana Adelaide nº1
Jéssica Rodrigues nº12
Joana Gomes nº14
Luís Filipe nº19

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