A vida, por vezes, deixa de fazer sentido e temos necessidade de mudá-la. Quando nos sentimos em baixo e fartas de ver e viver sempre as mesmas coisas, desejamos ir para outro lugar e começar tudo de novo.
Alice era uma mulher com 27 anos, a sua vida profissional estava bem, era administradora numa empresa e muito bem sucedida. Já não se podia dizer o mesmo da sua vida sentimental, pois o namorado tinha-a enganado com a sua melhor amiga, a sua mãe estava com uma grave doença e nunca conhecera o seu pai. Ela fazia de tudo para tentar salvar a sua progenitora, mas receava que esta já não tivesse muito mais tempo de vida. Alice sofria com isso e pensava que, se perdesse a sua mãe, iria deixar de ter razões para viver e que a vida perderia o sentido. A mãe não tinha nada nem ninguém por quem lutar ou continuar a viver. Estava cada vez mais fraca! Um dia, de tão fraca que estava, viu as luzes do seu mundo apagarem-se todas. O funeral foi no dia seguinte e Maria foi enterrada no mesmo cemitério em que a avó de Alice fora enterrada.
Alice chorou como uma desalmada, pensou até em suicidar-se. Mas, passados alguns dias de tanto sofrimento, pensou que também tinha o direito de ser feliz e, se não fosse naquela cidade ou naquele país, iria mudar de localidade. Foi ao emprego e despediu-se. Vendeu a sua casa e, como já tinha bastante dinheiro e podia até dizer que estava rica, decidiu deixar tudo e ir viajar, conhecer sítios e pessoas novas e ser feliz. Mas viajando sempre atrásde algo que amava, o mar.
Cristina Gonçalves, 8º B
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