domingo, 14 de março de 2010

Alice e a Leitura

Ao Lewis Carroll

Enquanto Alice tentava fazer a sua viagem para casa, daquele mundo cheio de fantasia e personagens bizarros, das mais inimagináveis espécies, que ela nunca tinha visto, surpreendeu-se com aquilo que se deparou naquele momento: A leitura. A estranha criatura surgiu em forma de livro, e, em vez do título, estavam dois olhos adoráveis a observá-la. Mais abaixo, estava a sua boca, a esboçar um sorriso acolhedor. O livro não tinha palavras escritas dentro dele. Continha apenas folhas amareladas, sem impressão qualquer de palavras.
Alice esbugalhou os olhos, como que surpreendida, e perguntou:
-O que és tu? – Alice ainda não sabia que aquele livro gigante era A Leitura.
O livro, com pernas e braços, aproximou-se dela e a sua expressão facial mudou de amigável para observadora.
-Estás perdida não estás, menina? – Questionou A Leitura.
Alice ajeitou com um gesto o seu vestido azul e branco muito volumoso, e disse:
-Chamo-me Alice, e sim, estou um pouco confusa. E tu, quem és tu?
A estranha figura, com um ar ofendido, disse rapidamente:
-Eu sou A Leitura, ainda não te apercebeste?
-Não. – Respondeu Alice, calmamente. – Eu pensava que eras um livro gigante que andava e falava. E ainda por cima sem história.
-Sem história? – Interrogou.
-Sim, sem história. – Afirmou. – Não tens nada escrito nas tuas folhas.
-Não tenho, porque eu represento A Leitura em geral e não um tipo de leitura. – Respondeu. – É por isso que não tenho nada escrito nas minhas folhas.
De repente, ouviu-se um bater de asas muito alto, e poderoso. Era a Águia. Todos os dias atormentava a pobre Leitura, agarrando-a e levando-a para longe dali. Fazia-o por apenas gozo, o que era muito mau.Agarrou-a novamente, mas, daquela vez, Alice estava lá para acudi-la e, assim, o fez. Atirou-se com unhas e dentes para cima das garras da Águia, na esperança de salvar A Leitura. A Águia, com todo aquele peso, não conseguia voar direito e, então, teve que largar as largar a ambas.Quando Alice e A Leitura já estavam bem assentes no solo, A Leitura agradeceu-lhe e disse:
-Depois de me teres salvo, talvez eu consiga encontrar o caminho para casa, para a tua casa.
-Eu sou do mundo dos humanos, há caminho para lá voltar?-Penso que sim. – Respondeu A Leitura, sabiamente.E assim, explicou a Alice um possível caminho, que ela poderia percorrer, mas avisou-a dos vários perigos que a esperavam.Alice agradeceu-lhe e seguiu as palavras sábias de A Leitura.Cuidadosamente, percorreu vários caminhos e deparou-se com inimagináveis situações, mas logo chegou a casa, onde sabia que estava em segurança.
Sofia Miguel Rocha Campos. Nº 21, 8º B

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