Era uma vez um homem, um marinheiro que nunca deixou o mar por completo, e cujo corpo estava na terra, mas o coração continuava no mar, não se sabe se no fundo do mar ou se em alto mar.
Antes de sair para alto mar, os marinheiros pediam-lhe para ele fazer a sua “previsão” para o futuro do navio e, por vezes, ele fazia-a e dizia: “Este é um navio naufragado porque os homens que irão nele têm o coração em terra”, ou, ao contrário, “Este navio voltará até nós outra vez”. Por vezes, porém, não dizia nada, não se sabe porquê, mas não falava, como se tivesse medo de falhar. Mas, mesmo assim, as suas palavras – e até mesmo os seus silêncios para o povo da sua terra – eram cheias de sabedoria e até os mais novos adoravam ouvir as suas historias, algumas verídicas outras muito fantasiosa com fantasmas e navios que desapareciam em alto mar, monstros que os “comiam” e piratas de perna de pau.
Antes de sair para alto mar, os marinheiros pediam-lhe para ele fazer a sua “previsão” para o futuro do navio e, por vezes, ele fazia-a e dizia: “Este é um navio naufragado porque os homens que irão nele têm o coração em terra”, ou, ao contrário, “Este navio voltará até nós outra vez”. Por vezes, porém, não dizia nada, não se sabe porquê, mas não falava, como se tivesse medo de falhar. Mas, mesmo assim, as suas palavras – e até mesmo os seus silêncios para o povo da sua terra – eram cheias de sabedoria e até os mais novos adoravam ouvir as suas historias, algumas verídicas outras muito fantasiosa com fantasmas e navios que desapareciam em alto mar, monstros que os “comiam” e piratas de perna de pau.
Tudo isto fez parte da vida do Homem à beira-mar, até vinte e nove de Maio de mil novecentos e noventa e sete, dia em que morreu.
Uma coisa curiosa é que, antes de morrer, fez um pedido, tal como no conto “Saga” de Sophia de Mello Breyner Andresen que ele lera em tempos, e pediu para ser enterrado num sítio onde o rio, a barra e o mar se vissem, para que o mar estivesse presente, como esteve na sua vida. Por isso, queria-o também na sua morte. E assim é a historia do Homem à beira-mar.
Uma coisa curiosa é que, antes de morrer, fez um pedido, tal como no conto “Saga” de Sophia de Mello Breyner Andresen que ele lera em tempos, e pediu para ser enterrado num sítio onde o rio, a barra e o mar se vissem, para que o mar estivesse presente, como esteve na sua vida. Por isso, queria-o também na sua morte. E assim é a historia do Homem à beira-mar.
Francisca Carvalho, nº 11, 8ºB
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