terça-feira, 11 de maio de 2010

A Casa de Sonho!


Certo dia, eu irei entrar numa casa que será um sonho à beira mar!
Sentir a maresia na cara: uma sensação fascinante! Nunca conheci nada tão belo como a brisa do mar.
A casa está quase pronta: aquele azul da casa combina com o laranja do sol, batendo nas águas suaves do mar. Já “durmo” no meu quarto: é azul! Quando lá “entro”, parece que penetrei num mundo de fantasia e amor.
O meu quarto está cheio de maravilhas: a minha Dual disk, azul, como a do Chazz; depois, mais à esquerda, a cama iluminada pela luz radiante do sol que acaba de nascer.
Estou ansioso que ela esteja pronta! Assim poderei mostrar a todos o verdadeiro mundo da beleza e do amor.



MIGUEL AFONSO N.º 16 7A

A minha cidade

A Minha Cidade!

Da janela da sala de aula onde eu estudo, todas as Quintas, avisto o Parque Sagres.
Hoje, nesta manhã de céu limpo, a poluição é pouca comparada com os outros dias.
Posso ver daqui de cima deste terceiro andar, os edifícios bonitos de cor verde com algum castanho à mistura. Vê-se uma rua onde hoje circulam poucos carros.
Desta cadeira pouco confortável em que me sento, vejo à direita, amarela e bonita, a escola D. Sancho; à minha esquerda, balançam, com a brisa, belas árvores cujas folhas caíram no Outono; e à minha frente, vejo belo e florido o Parque Sagres (Parque Da Juventude).
Ao contemplar esta paisagem, compreendemos como a cidade é LINDA!

Miguel Lopes Castro

Número 17 7ºA

Ao entrar no meu quarto

Ao entrar no meu quarto, sente-se uma sensação agradável: há frescura e pureza no ar, com o sol a espreitar todas as manhãs e a espalhar luz, alegria e cor por todo o lado.
As duas paredes, cor-de-rosa, reflectem cor e vida. As portadas das janelas esbranquiçadas brilham como estrelas à luz do sol. E, envolvendo tudo, uma extraordinária mistura inebriante dos vários perfumes torna fresco e leve o ambiente do meu quarto.
O brilho do chão envernizado intensifica-se com a luz do sol e, da parede, um menino com uma lágrima olha -me sempre. Entrando no quarto, do lado direito, encontra-se uma secretária/prateleira, onde passo o meu tempo de estudo, e uma cama. Em frente da porta e ao lado da janela, situa-se uma mesinha de cabeceira, que está perto da cama e encostada à parede. Do lado esquerdo, um guarda-fatos.
Da janela do meu quarto vê-se a luz, as casas dos vizinhos e uma estrada nacional, em que passam continuamente automóveis.
Nele sinto uma sensação de que estou confortável, e que posso dizer: “Estou no meu canto, no meu mundo”.

Maria João da Silva Padrão nº 14, 7º A

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Marinheiro

Numa manhã de Junho, Robert, um rapazinho de 8 anos, correu para a praia como fazia todos os dias. Ficava horas a ver o mar. Mal Robert sabia que a sua vida estava prestes a mudar.
Dois homens conversavam à beira mar. Um olhou para o rapazinho e perguntou:
- O que estás aqui a fazer?
Rob respondeu:
- Vim ver o mar. Todos os dias venho vê-lo.
- Vejo que gostas do mar.
- Sim, muito! E um dia, vou ser um grande marinheiro!
- Ai sim? Rapaz, queres vir comnosco e tornar-te marinheiro?
- Gostava muito!
- Como te chamas?
- Robert.
- Muito bem, Robert! Agora, és um marinheiro de verdade!
O menino sorriu e o outro homem, alto, ruivo e de olhos azuis, disse sorrindo:
- Bem vindo a bordo!
Já no alto mar, Robert deliciava-se com o cheiro do mar e com a brisa a bater-lhe na cara. Nunca na sua vida se sentira tão feliz!
- Capitão, – chamou o pequeno, ao mesmo tempo que lhe dava puxões na camisola – o que há no fundo do mar?
- Os teus pais nunca te disseram?
- Os meus pais estão a dormir.
Fez uma cara triste.
- Oh! Desculpa! – disse o capitão. – Bem, então cuidarei de ti como se fosse teu pai!
Riu e continuou:
- No fundo do mar, existem conchas, navios naufragados, tesouros, peixes e sereias.
- Sereias? O que são sereias? – questionou confuso.
- Sereias são seres que são metade mulher metade peixe. –explicou.
- Ah! Obrigado senhor capitão!
- Sabes, miúdo, és parecido comigo!
Robert sorriu.
Viajou por todo o mundo. Do Reino Unido, que era a sua casa, à América, Índia, Japão, França… Um pouco por todo o lado.
Thomas, o capitão do navio, adoptara Robert e, desde então, tratara-o como um filho e Robert tratava-o como um pai. Robert conseguira aquilo que sempre desejara… Ser marinheiro.


Ana Luís Cardoso Soares
Nº 3 - 8º B

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ler está na moda

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um conto de Saramago

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Lua

A Lua preparava-se para iluminar a Noite, que estava para chegar a qualquer momento, e, com ela, as Estrelas. Enquanto avistava as Estrelas a posicionarem-se no seu lugar no céu, ela ajeitava o seu vestido branco de renda e penteava o cabelo negro como a noite. Assim que chegasse perto das irmãs Estrelas e Noite, iria envergar o disfarce de um astro redondo e branco, como todas as noites fazia.

Quando atingia a fase de Lua Nova, escondia-se atrás das nuvens e passava as noites a conversar com as Estrelas, também escondidas pelas nuvens Pairavam sobre as corujas e grilos, que chiavam e gritavam na noite para assumir presença, sobre o brilho que elas transmitiam sobre os mares, lagos e rios, sobre os jovens namorados que, muitas vezes, acompanhavam, e sobre o Dia, que ambas nunca viram nas suas vidas.

Mas quando a Lua estava na sua fase mais brilhante e completa, a Lua Cheia, aí, sorria para o mundo a noite inteira. Rapidamente se transformava no centro da noite e, às vezes, as Estrelas ficavam com inveja, porque eram míseros pontos que brilhavam na imensidade negra que era o céu à noite, e quase passavam despercebidas à beira da Lua.

A Noite já estava quase a cobrir o céu e, então, a Lua já estava preparada para sair e colocar-se à sua beira, mas as Estrelas fizeram-lhe frente e disseram:

- É noite de Lua Cheia e tens sempre a atenção toda concentrada em ti, mas hoje isso não vai acontecer, porque não vais aparecer.

E então, prenderam a Lua no Espaço e, durante quase a noite inteira, ela gritou que a acudissem, mas nada se moveu, apenas ela.

As pessoas questionavam-se por que é que a Lua não tinha aparecido. Os mochos e corujas calaram-se, os grilos também, as marés, rios e lagos estavam indignados com a ausência da Lua, e os namorados deixaram de se amar. A Lua estava agoniada com a catástrofe e a Noite também. Esta não sabia onde ela estava e as Estrelas fingiram-se distraídas, fizeram de conta que nada se passava, mas uma delas, que estava profundamente arrependida, disse o que tinham feito, ela e as suas irmãs.

A Noite ralhou-lhes durante muito tempo, mas logo libertaram a Lua.

A Lua e a Noite estavam desapontadas com as Estrelas, mas compreendiam-nas e, assim, ambas decidiram dar mais brilho a cada Estrela que existia, e a que mais brilha no céu, a Estrela que aponta o Pólo Norte, é aquela que se arrependeu do que fez, e, assim, a Lua deu-lhe mais brilho do que às outras.

Sofia Miguel,
8º B