Numa manhã de Junho, Robert, um rapazinho de 8 anos, correu para a praia como fazia todos os dias. Ficava horas a ver o mar. Mal Robert sabia que a sua vida estava prestes a mudar.
Dois homens conversavam à beira mar. Um olhou para o rapazinho e perguntou:
- O que estás aqui a fazer?
Rob respondeu:
- Vim ver o mar. Todos os dias venho vê-lo.
- Vejo que gostas do mar.
- Sim, muito! E um dia, vou ser um grande marinheiro!
- Ai sim? Rapaz, queres vir comnosco e tornar-te marinheiro?
- Gostava muito!
- Como te chamas?
- Robert.
- Muito bem, Robert! Agora, és um marinheiro de verdade!
O menino sorriu e o outro homem, alto, ruivo e de olhos azuis, disse sorrindo:
- Bem vindo a bordo!
Já no alto mar, Robert deliciava-se com o cheiro do mar e com a brisa a bater-lhe na cara. Nunca na sua vida se sentira tão feliz!
- Capitão, – chamou o pequeno, ao mesmo tempo que lhe dava puxões na camisola – o que há no fundo do mar?
- Os teus pais nunca te disseram?
- Os meus pais estão a dormir.
Fez uma cara triste.
- Oh! Desculpa! – disse o capitão. – Bem, então cuidarei de ti como se fosse teu pai!
Riu e continuou:
- No fundo do mar, existem conchas, navios naufragados, tesouros, peixes e sereias.
- Sereias? O que são sereias? – questionou confuso.
- Sereias são seres que são metade mulher metade peixe. –explicou.
- Ah! Obrigado senhor capitão!
- Sabes, miúdo, és parecido comigo!
Robert sorriu.
Viajou por todo o mundo. Do Reino Unido, que era a sua casa, à América, Índia, Japão, França… Um pouco por todo o lado.
Thomas, o capitão do navio, adoptara Robert e, desde então, tratara-o como um filho e Robert tratava-o como um pai. Robert conseguira aquilo que sempre desejara… Ser marinheiro.
Ana Luís Cardoso Soares
Nº 3 - 8º B
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